O Masterdão enquanto experiência imersiva

Os dias 14 e 15 de maio foram de novas vivências, mais conhecimentos e ampliação de horizontes artísticos, para mais de uma centena de formandos – oriundos de vários pontos e instituições do país, como a Universidade de Aveiro e o Conservatório de Música de Coimbra - que viveram uma experiência imersiva com a música, no ciclo formativo e de concertos Masterdão.

Durante dois dias, a Secundária de Santa Comba Dão foi campus para participantes de todas as idades, que entraram no espírito deste desafio, que aliou a a educação pela arte, a cultura, a partilha e o convívio. Esta foi, também, a oportunidade ideal para aprender, trocar dicas e ampliar conhecimentos, mas também para capitalizar experiências e fazer amigos.

Clarinete, flauta, oboé, fagote, trombone, trompa, trompete, tuba, violino, viola e violoncelo foram as masterclasses em destaque nesta edição do Masterdão. Para os alunos de filarmónicas e escolas de música do ensino informal, foram, ainda, contempladas no programa as minimasterclasses, ministradas pelos professores do CMAD.


No programa estiveram, de igual modo, incluídas exposições de material de várias lojas de música, e luthiers de construção e reparação de instrumentos.

Num ambiente em que se ‘respirou e sentiu’ música, os alunos aprenderam com professores de renome e assistiram a vários espetáculos ao longo de toda uma jornada de conhecimento. Muitos formandos tiveram, ainda, a oportunidade de apresentar as peças trabalhadas na Masterdão para colegas e docentes.





Os concertos

O auditório da Casa da Cultura foi o palco escolhido para os concertos integrados no programa deste Masterdão, que tiveram como protagonistas – nada mais nada menos – do que alguns dos professores das classes de madeiras e metais.


À curiosidade de melómanos e músicos que vieram assistir a estes concertos de altíssima qualidade, juntou-se a do público habitual, formandos e famílias, que transformaram as apresentações do Quinteto Art´Ventus, no dia 14 e do Portocale Brass Quintet, a 15 de maio, em autênticos fenómenos de massas.


Ovações em pé, aplausos e muitas manifestações espontâneas de regozijo marcaram estes espetáculos, revelando uma sensibilidade apurada para a cultura e artes, cultivados nesta casa através do investimento contínuo na educação e formação musical.


O Quinteto Art’Ventus com o ‘nosso’ Horácio Ferreira trouxe a música de câmara ao palco da Casa das Cultura, numa partilha de “detalhes sonoros e estéticos”, que contribuiu “de forma direta e autêntica para uma experiência única do público”. Foi quase que uma experiência de ‘toque’, durante a qual este coletivo de cinco notáveis instrumentistas transmitiu a paixão pela música na interpretação de peças de Mozart (Serenade em Dó maior), Paul Juon (Quinteto de Sopros em Si maior, Op. 84) e Valerie Coleman (Tzigane).



O Portucale Brass Quintet - Quinteto de Metais formado integralmente por elementos da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música – apresentou um programa intimamente ligado à Água, em paralelo com o tema desta 14.ª edição do Festival de Música e Artes do Dão.


Num concerto – em que as boas vibrações e empatia entre os músicos passou para a plateia - o programa foi composto pelos temas Suite for Water Music de Handel, Sea Sketches for Brass Quintet de Ian Macdonald, Wave de António Carlos Jobim e Pequena Suite Timorense de Jorge Salgueiro.

Nota para o facto da atuação do Portocale Brasse Quintet transmitir um vasto espetro de sonoridades, dinâmicas e registos.