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Filarmonia das Beiras | Coros CMAD & Magnus D'om


9° Sinfonia de Beethoven “Hino da Alegria” 17 de Fevereiro | 21h30 | Casa da Cultura de Santa Comba Dão

Luís Carvalho, direcção musical

Jorge Castro Ribeiro, comentários

A Nona sinfonia de Beethoven ocupa um lugar impar na história da música.

Apresentada pela primeira vez a 7 de Maio de 1824, no Kärntnertor-theater em Viena, esta sinfonia foi fruto de uma longa gestação pois, apesar de ter sido maioritariamente composta entre 1823 e 1824, as primeiras ideias e esboços encontrados datam dos anos que se seguiram à composição das 7ª e 8ª sinfonias (1811/12) e a ideia de pôr em música o poema que Friedrich Schiller escreveu em 1785, "Ode an die Freude" (Ode à Alegria), foi expressa pelo compositor pela primeira vez em 1793. Beethoven encontra no texto de Schiller a expressão da sua própria filosofia de vida, pois nele estão contidos alguns das principais ideais do período clássico ligados ao Humanismo, à Fraternidade, à Liberdae e à Igualdade. O tema do último andamento, em que Beethoven utiliza uma versão por si modificada do poema de Schiller, foi adoptado como Hino da União Europeia.

Numa perspectiva puramente musical, a Sinfonia Nº 9 é particularmente importante, não só pelo facto de ter introduzido a voz (solos e Coro) num género, até aí, puramente instrumental, mas também por ter alargado a formação da orquestra e a sua própria duração até uma dimensão nunca antes praticada. Para todos os compositores que ao longo do Séc. XIX se dedicaram à sinfonia, Beethoven foi o modelo a seguir.

PROGRAMA

I Parte

Vencedores do Concurso “Solistas Fundação Lapa do Lobo 2018”

Georges Bizet (1838-1875) : «L'amour est un oiseau rebelle» da Ópera Carmen

Solista: Jacinta dos Santos Soares de Albergaria, soprano

A personagem que dá o nome à Ópera Carmen, de Bizet, é uma bela cigana, de espírito livre, que seduz vários homens. Entre estes estão os protagonistas Don José que destrói a sua vida por ela e Escamillo, um toureiro apaixonado. No momento em que aparece pela primeira vez, Carmen entoa a famosa ária "L'amour est un oiseau rebelle" ("O amor é um pássaro rebelde") conhecida também por habanera, uma vez que o ritmo dominante é o dessa dança cubana. Nos versos, Carmen canta o amor como um pássaro livre que ninguém pode aprisionar, que só responde a quem quer, como um cigano que não conhece a lei.

A ária que pode ser apresentada apenas com a solista ou com o acompanhamento do coro tornou-se extremamente popular e contribuiu decisivamente para que Carmen se tornasse na ópera mais representada de sempre no mundo inteiro.

Jacinta Albergaria, natural de Carregal do Sal, nasceu a 29 de novembro de 2000. Iniciou os seus estudos musicais em piano, no Conservatório de Música e Artes do Dão, no ano de 2010. Em 2015 ingressou no curso secundário de música, do mesmo conservatório, em canto, na classe do professor Luís Rendas Pereira onde atualmente frequenta o 8º grau.

Recebeu o 1o prémio da categoria elementar no Concurso Internacional de Musica Cidade de Almada e o 1º prémio do nível III e prémio revelação no Concurso Internacional Cidade do Fundão, em março 2016 e julho 2016, respetivamente.

Já participou em masterclasses com Sara Braga Simões e Susan Waters.

Participou no festival ZêzereArts em 2016 e 2017, onde integrou o coro, na apresentação de obras como “Spem in alium” de Thomas Tallis, “Toward the Unknown Region” de Vaughan Williams, “Missa Brevis K. 192” de Mozart e “A criação” de Haydn.

Integra o coro sinfónico da Casa da Música no Porto e foi recentemente vencedora do Concurso “Solistas Fundação Lapa do Lobo 2018” o que lhe permitiu cantar a solo com a Orquestra Filarmonia das Beiras sob a direção do Maestro Luís Carvalho.

Carl Stamitz (1745-1801): Allegro (non troppo), 1o and. Concerto em Ré M para viola e orquestra

Solista: Maria Inês Rodrigues Nunes, viola

Carl Stamitz, pertencia a uma família de músicos, tendo nascido em Mannheim (Alemanha) e aí tendo trabalhado vários anos, até ter encetado uma carreira i]nerante como solista e compositor por vários países da Europa. Foi um dos compositores pioneiros da chamada época clássica, produzindo música de câmara, sinfonias, aberturas, óperas e concertos solistas para diversos instrumentos. O seu estilo está alinhado pelas convenções da época, nomeadamente Haydn e de Mozart.

O seu concerto para viola e orquestra é um dos mais conhecidos para este instrumento e desenvolve-se a partir de belas melodias e de uma exigência virtuosistica do solista. O primeiro andamento é um bom exemplo dessa exigência, tirando grande partido das possibilidades expressivas e técnicas da viola.

Maria Inês Rodrigues Nunes nascida a 18 de junho de 2000, natural de Carregal do Sal, iniciou os seus estudos musicais em viola d’arco no Conservatório de Música e Artes do Dão com 10 anos de idade na classe da professora Milena Camargo. Em 2015 integrou o regime supletivo do Conservatório de Música e Artes do Dão na classe de Viola d ́Arco da professora Patrícia Rego, tendo no ano seguinte ingressado no Curso Profissional de Música da Escola Secundária de Santa Comba Dão, na classe da mesma docente. No ano letivo 2017/2018 a integrar a classe de Viola d ́Arco da professora Joana Neves.

Já participou em cursos de aperfeiçoamento musical com professores como a Prof.a Sandra Raposo, Prof. Daniel Leão, Prof. Jorge Alves, Prof. Jean Aroutiounian, o Prof. António Pereira entre outros. A nível de experiência orquestral já teve a oportunidade de trabalhar sob a direção dos maestros Luís Carvalho, César Ramos, Hélder Abreu, entre outros. Recentemente foi vencedora do Concurso “Solistas Fundação Lapa do Lobo 2018” o que lhe permitiu tocar a solo com a Orquestra Filarmonia das Beiras sob a direção do Maestro Luís Carvalho.

SOLISTAS CONVIDADOS

Carla Caramujo, Soprano

Diplomada pela Guildhall School of Music and Drama e pelo Royal Conservatoire of Scotland, Carla Caramujo foi vencedora dos Concurso Nacional de Canto Luísa Todi, Musikförderpreis der Hans-Sachs-Loge (Alemanha), Dewar Award, Chevron Excellence e Ye Cronies Awards (Inglaterra).

O seu repertório abarca uma grande diversidade de papéis desde a ópera barroca à produção contemporânea, destacando-se as suas interpretações de: La Contessa di Folleville em Il viaggio a Reims e Clorinda em La Cenerentola de Rossini, Gilda em Rigoletto, D. Anna em Don Giovanni, Adele em Die Fledermaus, Lisette em La Rondine de Puccini, La Princesse em L’enfant et les Sortilèges de Ravel (Teatro Nacional de S. Carlos); Violetta em La traviata (Festival de Sintra); Adina em L’elisir d’Amore (Teatro da Trindade), Nena em Lo frate ‘nnamorato de Pergolesi, La Jeunesse em Le Carnaval et la Folie de Destouches (CCB / Músicos do Tejo), Vespina em La Spinalba de Francisco A. Almeida (Festival de Vigo/Músicos do Tejo), Valetto em L’Incoronazione di Poppea (Traverse Theatre, Edimburgo), Armida em Rinaldo de Händel (Festival Theater, Edimburgo); Rainha da Noite em Die Zauberflöte (Trinity Theatre, Kent); Fiordiligi em Così fan tutte (Rivoli), Herz em Die Schauspieldirektor de W. A. Mozart (Faro), Frasquita em Carmen (Teatro Comunale de Bolonha), Fada Azul em La bella dormente de Respighi e Controller em Flight de J. Dove (New Atheneum Theatre, Glasgow), Salomé na estreia mundial de O sonho de Pedro Amaral (London Sinfonietta, Londres e Gulbenkian), Soprano em Lady Sarashina de Peter Eötvos e Fenicia em Armida de Myslivecek (S. Luiz / CCB / Orquestra Metropolitana de Lisboa). Recentemente interpretou Iara em Onheama de João Guilherme Ripper para o festival Terras Sem Sombra / TNSC.

Em concerto foi solista em Messias (Händel), Requiem (Brahms), Missa em Dó Menor, Missa da coroação e Requiem (W. A. Mozart), Criação (Haydn), Sinfonia nº9 (Beethoven), Gloria (Poulenc), Paixão segundo S. João (J. S. Bach), Elijah (Mendelssohn), Carmina Burana (C.Orff), Stabat Mater (Haydn e Pergolesi), Cap al meu silenci (Salvador Pueyo) e Requiem Inês de Castro de Pedro Camacho. Estreou a versão sinfónica de Lua, canção de uma morte de Nuno Côrte-Real e Cinco poemas de Vinicius de Moraes de João Guilherme Ripper, tendo-se apresentado em salas tais como Heidelberg Hall, Smetana Hall (Praga), The New Sage Gateshead Music Centre (Newcastle), Fairfield Hall, St. James Piccadilly, Barbican Hall (Londres), Teatro Péon Contreras (Mérida, México), Gulbenkian, Casa da música e CCB, SODRE (Montevideu), Usina del Arte (Buenos Aires), Teatro San Martin (Córdova, Argentina), Theatro da Paz (Belém, Brasil), para além de vários festivais nacionais e internacionais.

Integrou o elenco de Un moto di gioia, Mozart Concert Arias com a CNB e a orquestra barroca Divino Sospiro numa criação de Anne Teresa De Keersmaeker.

Ao longo da sua carreira, apresentou-se sob a batuta de Nicholas Kraemer, Giovanni Andreoli, Yin – Chen Lin, Pedro Amaral, José Luís Chan, José Miguel Esandi, Cesário Costa, Christian Curnyn, Darrel Davison, Timothy Dean, Osvaldo Ferreira, Joana Carneiro, Julia Jones, Moritz Gnann, Juliàn Lombana, Marcelo de Jesus, Marcos Magalhães, Rui Massena, Ferreira Lobo, Artur Pinho Maria, Cornelius Meister, Alexander Polianitchko, António Saiote, Johannes Stert, Marc Tardue, Javier Viceiro, Tobias Volkmann, Laurent Wagner e João Paulo Santos, com quem se apresenta regularmente em recitais.

Luís Rendas Pereira estudou no Instituto Gregoriano. Ingressa no Curso Superior de Música na Universidade de Aveiro, onde conclui a Licenciatura em Música e o Mestrado em Ensino de Música.

Como solista interpretou no campo da oratória o “Laudate Dominum” de R. de Lalande, sendo dirigido por Miguel Jaloto e Vasco Negreiros, tendo cantado com a Orquestra Camerata Antiqva; cantou a Missa da Coroação de Mozart com o Orfeão de Leiria, sob direcção de Rodrigo Queiroz; apresentou-se também no “Dixit Dominus” de G. F. Handel, “Singet dem Herrn” de G. F. Telemann no Zêzere Arts Festival, sob a direcção de Brian Mackay. No mesmo festival cantou o papel de Adão de A Criação de J. Haydn, com a Orquestra Clássica da Madeira. Interpretou também o “Te Deum” de Charpentier, com a Orquestra Filarmonia das Beiras, sob direcção de António Lourenço. Foi solista nas Cantatas BWV 36, BWV 133, 4ª Cantata da Oratória de Natal e Magnificat de J. S. Bach (gravado para a RTP), com a Orquestra Barroca da Casa da Música, dirigido por Laurence Cummings e Paul Hillier, que dirigiu também a sua participação nas “Sete Últimas Palavras Cristo na Cruz” de J. Haydn. Apresentou-se no Requiem de Mozart em vários concertos com a Orquestra Clássica de Espinho, sob a direcção de Cesário Costa. Cantou os solos do “Requiem” de G. Fauré com o Coro e Orquestra ESART. De realce também a interpretação de “Das Berliner Requiem” de Kurt Weill com o Remix Ensemble, sob direcção de Baldur Brönnimann e ainda a apresentação como solista no Requiem de Frederick Delius, com a Orquestra Filarmonia das Beiras e direcção de Vasco Negreiros. Tem participado em várias óperas, destacando-se a estreia do papel de Homem na ópera de câmara do jovem compositor Edward Abreu, com encenação de Rúben Chama. No âmbito dos Cursos Internacionais de Música Vocal interpretou os papéis de Bob (The Old Maid and the Thief, de G. Menotti) e Buff (Der Schauskspieldirektor, de W. A. Mozart), cantando com a Orquestra Filarmonia das Beiras sob direcção de António Lourenço e encenação de Claudio Hochman. Concluiu em 2017 uma Pós-Graduação em ópera (ESMAE) na qual interpretou o papel de Guglielmo (Cosi fan tutte) em vários teatros portugueses com a preparação musical de António Saiote e encenação de António Durães e Cláudia Marisa. Apresentou-se ainda como Fiorello e Oficial (Barbeiro de Sevilha) com a Orquestra Ópera no Património, sob a direcção de José Ferreira Lobo e encenação de Paulo Lapa.

Tendo cantado em vários coros, integra desde 2011 a formação base do Coro da Casa da Música onde tem interpretado os mais variados repertórios das mais diversificadas épocas, desde a idade média até ao século XXI, tanto em repertório de câmara como em grandes obras sinfónicas, e onde tem feito vários solos. Trabalhou com maestros como Christoph König, Paul Hillier, Simon Carrington, Philip Pickett, Laurence Cummings, Martin Andre, Michail Jurowsk, Olari Elts, Paul McCreesh, entre outros.

Durante o seu curso foi aluno da soprano Isabel Alcobia. Trabalha regularmente com os professores Susan Waters e Pierre Mak e tem participado em inúmeras masterclasses de canto a nível nacional e internacional, de onde se destacam os professores Francisco Lazaro, Patricia MacMahon, Brian Gill, Peter A. Wilson, Håkan Hagegård, Norma Enns, Stephen Robertson, Lina Maria Akerlund. Tem trabalhado regularmente Lieder com Wolfgang Holzmair.

João Terleira iniciou os seus estudos na Academia de Música de Viana do Castelo. É licenciado em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE) do Porto, sob a orientação de Rui Taveira. Apresenta-se regularmente em em território nacional nas salas de concerto mais importantes do país e fora de Portugal nomeadamente na Alemanha, Itália e Bélgica, abrangendo repertório que inclui recitais de canto, canção sinfónica, ópera e oratória. No domínio da ópera, cantou papéis principais em Dido e Eneias de Purcell, Così fan tutte, A flauta mágica, O rapto do Serralho e Don Giovanni de Mozart, Rita e Don Pasquale de Donizetti, Frühlings Erwachen de B. Mernier, Il viaggio a Reims de Rossini.

Recebeu o 4.º prémio no 4.º Concurso Nacional de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa e gravou para a RTP - Antena 2 e festival EUROCLASSICAL.

Terminou o Mestrado em Interpretação Artística, na ESMAE, com a dissertação “Tecnologia de Apoio em Tempo-Real ao Canto – Relação entre parâmetros percetivos da voz cantada com fenómenos acústicos objetivos”, sob a orientação de Rui Taveira e Sofia Lourenço e sendo bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Entre 2013 e 2015, foi membro do estúdio da Ópera da Flandres, sediado em Gent, na Bélgica.

Silvia Catarina Ferreira Sequeira

Aos 10 anos ingressa no Conservatório de Música do Porto na classe de trompa. Mais tarde passou a fazer parte da classe de canto da professora Cecília Fontes.

Em 2012 ingressa no curso de Canto na ESMAE, na classe do Professor Rui Taveira, terminando com o recital de licenciatura no Coliseu do Porto sob a direção de António Saiote e a Orquestra Sinfónica da ESMAE, tendo obtido a nota máxima. Ainda na ESMAE participou em produções de ópera, como “L’Enfant Et Les Sortilèges ” de Maurice Ravel, “Les Dialogues des Carmelites ” de Francis Poulenc, “Die Zauberflöte” de W. A. Mozart, “Os Três Vinténs” de Kurt Weill, “Orphée aux Enfers” de Jacques Offenbach, e também nas encenações da Cantata no.4 de J. S. Bach e do “Ordo Virtutum” de o Estúdio de Ópera do conservatório executou vários excertos de diferentes óperas de W. A. Mozart.

Em 2016/2017 participou na ópera “Cosí Fan Tutte” – Mozart como ‘Fiordigligi’.

Estreou no Teatro Municipal de Portimão, seguindo os teatros, Cine-Teatro Avenida, Casa das Artes e Teatro Helena Sá e Costa, inserido na Pós-Graduação Estudos Músico-Teatrais da ESMAE com a Orquestra da ESMAE, a direção musical de António Saiote e encenação António Durães e Cláudia Marisa.

Como solista participa regularmente em concertos com diversas bandas filarmónicas do Norte e Centro do país, trabalhando com os maestros Valdemar Sequeira, Martinho Rodrigues, Paulo Botelho, José Maciel, Arnaldo Costa e Miguel Gonçalves.

Participou já em vários concursos de canto, nomeadamente o Concurso Nacional de Canto, onde obteve uma Menção Honrosa, o Concurso Interno do Conservatório do Porto, obtendo o 2o lugar, o Concurso Helena Sá e Costa, sendo-lhe atribuída uma menção honrosa, e o Concurso da Fundação Rotários, onde recebeu o prémio Círculo Richard Wagner e o prémio Bolseiro.

Para além dos professores referidos, trabalhou também com os professores Kelvin Grou, Palmira Trofa, Chu Tai-li, Connie de Jongh, António Salgado, Luís Rendas Pereira e Susan Waters.

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